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sexta-feira, 5 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Extinção do Papel?

bom resolvi usar este blog para trazer noticias que sejam de interesse dos arquivistas e interessados na area.
vamos começar com uma reportagem do JORNAL HOJE NOTICIA de Goiânia que trata de um dos maiores mitos, sobre o uso da tecnologia em arquivos a extinção do suporte papel.
NEM A TECNOLOGIA REDUZ USO DE PAPEL
Marjorie Avelar A redação de uma importante revista brasileira, onde a maior parte do sistema é informatizada, imprimiu mais de 22 mil folhas de papel, em quase dois anos de serviço. Isso significou, em 12 meses, 550 folhas para cada um dos 20 funcionários que compartilhavam a mesma impressora. Pelos cálculos da organização não-governamental Greenpeace, em torno de 26 árvores foram derrubadas, no mesmo período, para que esses jornalistas pudessem trabalhar.
A Associação Internacional para Gerenciamento de Informações e Imagens (AIIM) relata que 95% das informações que transitam, em todo o mundo, estão em papel, 4% em microfilme e somente 1% no formato digital. Pesquisa da Xerox do Brasil ainda avalia que o uso de papel no mundo dobra a cada 3 anos e 4 meses. Já a IDC, empresa internacional de consultoria, revela que somente os escritórios norte-americanos criam aproximadamente um bilhão de páginas de papel por dia. Ou seja, as previsões de especialistas de que a tecnologia acabaria com o uso de papel ainda não se concretizaram.
No entanto, a consultoria Dataquest aposta que os documentos impressos serão, gradualmente, substituídos por documentos arquivados eletronicamente. Com uma perspectiva mais otimista, a mesma empresa acredita que a utilização do papel deve durar por mais 10 anos. Segundo outro estudo – da norte-americana Coopers & Lybrand –-, são feitas 19 cópias de cada documento original, em média, durante sua vida útil.
GED
Se o arquivo for perdido ou extraviado e tiver de ser recriado, o gasto pode chegar a 250 dólares, contando com a mão de obra de funcionários. Se a mesma situação ocorresse dentro de uma empresa que tem um sistema de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED), esse problema poderia ser evitado.
O engenheiro eletricista Marlius Braga Machado, sócio-proprietário da Data Easy, empresa goiana que desenvolve softwares de gestão de conteúdo, defende a ideia de que o desperdício de papel pode ser combatido com a implantação do GED, que converte informações de texto e imagem para o formato digital, por meio de softwares e hardwares específicos.
Ele explica que muitas empresas precisam tramitar informações – seja pela intranet, extranet ou internet –, em tempo real. “Uma empresa que implantou esse sistema teve, em 3 meses, o retorno do investimento, economizando em papel, malotes, tinta e tonner de impressora. Somente de papel houve redução de 50%”, informou.
DIGITALIZAÇÃO ELETRÔNICA É A ALTERNATIVA
De acordo com o engenheiro Marlius Braga, além da economia para a empresa, que virá a médio-longo prazo, a maioria delas, que adere ao GED, também quer servir de exemplo em relação às questões ambientais. É o caso da Vivo Celular. Consultor de Patrimônio da empresa, Tadeu José Wigner relatou que a organização já aderiu ao Gerenciamento Eletrônico Digital. “A Vivo deixou de gastar 1,5 milhão de papéis no País, graças à digitalização de documentos, somente nas lojas próprias”, destacou.
Agora, uma das campanhas realizadas pela operadora de celular é convencer o cliente pós-pago a aderir à conta on-line.
“Incentivamos o cliente a consultar sua conta pela internet. Ele, dessa forma, ajudará na redução de papel, beneficiando nosso meio ambiente”, salientou. O cliente terá opção de pagar a fatura no débito automático, no internet banking (digitando o número do código de barras da fatura) ou – lá vem o papel – imprime a conta e leva ao caixa de um banco ou lotérica.
Para a empresária Cacilda Martins Madureira, sócia da Arquivo Total, o número de papel pode ser reduzido com a implantação de sistemas modernos. Mas não acredita que ele acabará em curto prazo. “Existe uma legislação que obriga as empresas a manterem documentos por determinado período. E isso pode durar por vários anos”, disse.
Para empresas que não dispõem de recursos para investir na informatização de documentos dentro do próprio ambiente de trabalho, a alternativa é terceirizar. A “guarda” do documento fica sob a responsabilidade da terceirizada que, por sua vez, também cuida da digitalização.
“Com a digitalização, evitamos o aumento de papel, por vezes desnecessário”, ressaltou Cacilda. Segundo ela, muitas empresas se veem em apuros quando precisam localizar algum documento, assim que a fiscalização chega. “Com a terceirização, a média de resposta para apresentação do documento gira entre 2 e 48 horas”, garantiu. (M.A.)